25 de outubro de 2016

A dança na terceira idade: Socializando!

A dança, quando entrou na minha vida, me trouxe conhecimento. Não falo de conhecimento de passos apenas, mas principalmente de autoconhecimento. Observei que dançar ia além de movimentar uma parte do meu corpo; movimentava o meu interior, como o de todos os praticantes de dança.

A dança na terceira idade
Muitas vezes quando dou início a minha aula de dança na Vivere Bene, minha atenção se torna mais focada, direcionada ao momento presente. Me envolvo, com as alunas e elas comigo. Conversamos sobre como era a dança na época de cada uma delas, quais as restrições que a dança impunha naquele período e como se modificaram ao longo dos anos. Falamos sobre como determinados movimentos ajudaram e ajudam a melhorar o equilíbrio, a concentração, a confiança. Trocamos ideias sobre como poderíamos desenvolver melhor a aula, com base nas limitações de cada uma.
Ou seja, durante a dança, nós juntas, socializamos. E a partir desta socialização conseguimos vivenciar as emoções, as alegrias, as nostalgias e a liberdade que estão presente em nós.

Além dos benefícios físicos
Por meio da dança conseguimos fortalecer laços de amizade, através da confiança, do contato corporal, da compreensão sobre dificuldade e limitações do outro, do conhecimento sobre as possibilidades e superações, sejam físicas ou emocionais. O idoso quando entra em contato com a dança, com o decorrer das aulas, perde seus medos, incertezas, se torna mais receptivo à relacionamentos interpessoais, interage melhor em grupo.
Portanto, todos estes apontamentos evidenciam o quão benéfica a dança pode ser aos idosos, oportunizando não apenas benefícios físicos – melhora do equilíbrio, da força, da agilidade, do controle e coordenação motora – mas também voltados ao aspecto pessoal e social, importantíssimos para a prevenção e tratamento de doenças, tais como a depressão, evitando o isolamento e restabelecendo vínculos de amizade e familiares.

Gisele Antunes do Livramento é formada em Educação Física na UFPR e professora de Dança na Vivere Bene há três anos. Escreveu esse texto baseado em sua experiência pessoal com a dança e também em sua experiência profissional como professora para idosos.

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