8 de novembro de 2017

Asilo, casa de repouso ou centro-dia?

Muitos de nós ainda nos sentimos desconfortáveis com a ideia de um ente querido ir morar em um “asilo”. Isso justifica-se, a começar pelo próprio significado que encontramos quando procuramos a definição da palavra: “instituição de assistência social onde são abrigados para sustento e/ou educação crianças, mendigos, doentes mentais, idosos etc.”
Há uma conotação negativa, correto?

Mas acontece que, assim como a forma que estamos envelhecendo está mudando, tudo o que está relacionado a ela também tende a mudar, mesmo que gradativamente! A própria terminologia, por exemplo, vem sendo substituída por termos mais “humanos”, como lar para idosos ou casa de repouso.

O que mudou?

Locais que antes eram vistos como depósitos de pessoas, hoje passam a ser ambientes cheios de vida e propícios para um processo de envelhecer mais digno, através da convivência com pessoas semelhantes e da assistência, que muitas vezes não se consegue ter em casa.

Em países mais desenvolvidos, como Canadá e Holanda, em que a população idosa é crescente e predominante há mais tempo,  já existem estruturas de casas, condomínios e até de vilas inteiras projetadas especificamente para idosos. Hogeweyk por exemplo, é uma vila holandesa projetada especialmente para o cuidado de idosos com demências, como o Alzheimer. (para saber mais, acesse o link: https://awebic.com/cultura/asilo-e-coisa-do-passado-conheca-a-vila-holandesa-projetada-para-idosos-com-alzheimer/)

No Brasil, ainda engatinhamos no quesito estruturas para o envelhecimento saudável, mas estamos evoluindo, mesmo que lentamente. A cidade de São Paulo, por exemplo, já oferece inúmeras iniciativas – privadas e públicas – de moradia e convivência para idosos. Finalizada em 2007 pela Prefeitura junto à COHAB, a Vila dos Idosos é um excelente exemplo de moradia exclusiva para terceira idade e, o mais importante de tudo, acessível à comunidade em geral.

Quando pesquisamos locais privados – aqueles pelos quais pagamos para nossos idosos morarem com conforto e comodidade – não é só em São Paulo que encontramos nas pesquisas, Curitiba também vem apresentando cada vez mais opções de qualidade.

Portanto, estes espaços comunitários estão passando a ser uma opção dos próprios idosos – a princípio sim, às vezes, com certa resistência e preconceito – mas depois de um primeiro contato, percebe-se os benefícios e comodidade das propostas ofertadas.

Centros-dia e Espaços de convivência

Essas são opções mais brandas, para aqueles que ainda querem permanecer em seus lares – ou nas casas de familiares – mas que sentem a necessidade de ter algo para fazer, se distrair, enfim… conviver! Afinal de contas, ficar em casa o dia inteiro vendo televisão sozinho não parece ser uma boa opção para ninguém, certo? Nem mesmo sair sozinho na rua e correr o risco de cair ou ser assaltado…infelizmente as principais preocupações dos familiares que tem que se ausentar durante o dia e não podem sair com seus idosos.

Para isso, centros-dia e espaços de atividades e convivência – de iniciativas públicas e privadas – estão começando a surgir, oferecendo um serviço de lazer e bem estar para aqueles que querem sair da rotina!

Estudos provam que a solidão é a causa da maior parte dos casos de depressão na população idosa, resultante do isolamento social a que eles se submetem. Portanto, buscar um ambiente agradável em que se possa passar parte do dia ou todo ele convivendo com pessoas de mesma idade, praticando atividades que tragam benefícios físicos e emocionais, além de prazer e diversão, é a melhor opção para todo idoso!

Afinal de contas, bem-estar não tem idade!

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