14 de abril de 2016

Bons tempos…

Todo “bom idoso” gosta de rememorar os bons tempos de sua juventude e, por muitas pessoas, isso é visto como uma coisa “chata”, mas vamos refletir…
Quem não gosta de relembrar suas brincadeiras de infância, ou da primeira viagem que fez sem os pais, ou mesmo da festa de final de ano da faculdade? Basta você ter pouco mais de 20 anos para começar a querer manter o seu passado – ao menos seus bons momentos – vivo em suas memórias!
Cada fase de vida tem suas grandes conquistas e, junto a elas, algumas dificuldades… o que não podemos deixar acontecer é considerar que o passado – ou o futuro – foi – ou será – muito melhor que o presente, pois fazendo isso nunca estaremos satisfeitos e nunca encontraremos a felicidade. É preciso lembrar que a felicidade deve ser o meio, e não o fim!

Antigamente x atualmente
A vida mudou muito de uns anos para cá e, nem sempre é fácil aceitar e se adaptar a algumas mudanças, principalmente se você já viveu bastante.
Por exemplo, a tecnologia. Ela veio para “facilitar” nossas vidas e nos conectar, mas há uma queixa comum – principalmente entre os idosos – de que muitas vezes ela mais nos “desconecta” do que nos une. Não há uma pessoa, atualmente, que não tenha vivenciado, por exemplo, um almoço de família em que mais pessoas estavam olhando para seus celulares do que uns aos outros.
O casamento é outro assunto bastante polêmico entre os idosos. É difícil para eles compreender o “ir morar junto” ou se preferirem o “se juntar”. Na cabeça deles, não faz sentido nenhum… não há compromisso, não há benção, não há lei…
E afinal, quem está certo?

Os tempos de hoje e o idoso
Para o idoso, qualquer mudança é mais difícil de ser aceita. Mas existem algumas coisas que podemos fazer – e alguns argumentos a utilizar – para provar para ele que o hoje pode ser tão bom quanto os seus “bons tempos”. Vão aí algumas dicas: 1- Escute o que ele tem a contar e tente trazer as coisas boas do tempo dele para o seu cotidiano. Você vai se surpreender!
2- Tente comparar os prós e contras do antes e do depois. Sempre “ressaltando” as coisas boas de ambos!
3- Incentive-o a se manter atualizado e ativo, assim ele pode se sentir mais “parte” da sociedade, como ele era antigamente.
4- Não bata de frente com ele quando ele reclamar ou criticar algum acontecimento. Tente compreender o lado dele antes de argumentar.
5- Quanto mais ele puder participar das vidas de seus filhos e netos, mais ele vai conseguir compreender a vida nos dias de hoje. Permita-o estar presente em sua vida!

E vamos fazer do nosso tempo sempre o melhor deles! Porque lembre-se:
“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.” Thich Nhat Hanh

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