26 de fevereiro de 2015

Idoso em Curitiba

Que o curitibano tem fama de antipático, todos sabemos… mas, afinal, merecemos essa fama?
Alguns dizem que somos assim, frios e fechados, por reflexo do clima cinzento e chuvoso da cidade… cidade essa que tem em seu calendário anual, mais dias nublados do que ensolarados, no decorrer de seus 365 dias…
Mas, há controversas.
Há quem pense que o curitibano é muito formal, e portanto, bastante educado, mas – de fato – não muito sorridente (o que não o caracteriza como antipático!)

Duvida?

Então, experimente caminhar, por exemplo, em um parque – dos diversos que essa linda cidade possui – e preste atenção em quantas pessoas te darão bom dia ou ao menos um tímido olhar que expresse a vontade de dizer “bom dia!”.

E já que entramos no mérito “parques”, que cidade rica nesse quesito! Parque Barigui, Jardim Botânico, Parque Tingui, Tanguá, São Lourenço… é muita área verde espalhada por toda a cidade e prontinha para ser usufruida por todas as faixas etárias da população curitibana.

O Índice de Desenvolvimento Humano de Curitiba

A capital curitibana foi classificada como uma excelente cidade para se viver, segundo seu índice de desenvolvimento humano, o IDH, cujo valor se aproximou de 0,8, conquistando o 10% lugar no ranking das melhores cidades para se viver no país, ficando atrás de cidades como Florianópolis (SC) e São Caetano do Sul (SP).

Para calcular esse índice são considerados três importantíssimos fatores:

– renda: que considera o PIB per capita),

– educação: avaliada através do nível de alfabetização e números de taxas de matrícula da população,

– longevidade: calculada através da esperança de vida ao nascer, de acordo com as condições de saúde e salubridade da região.

O idoso em Curitiba

Vamos nos ater ao terceiro e último, mas não menos importante item considerado no cálculo do IDH, a longevidade. Ela está diretamente ligada à qualidade de vida na terceira idade.

E então, como estão vivendo nossos idosos – e sua longevidade – em Curitiba?

Sabe-se, segundo dados do IPPUC, que a principal atividade de lazer do idoso curitibano, é a televisão, o rádio ou o jornal, e a leitura, contra uma minoria que realiza caminhadas e ginástica, para se distrair.

Será por causa do clima frio e chuvoso? Será pela característica “fechada” do próprio curitibano, de não querer sair de casa e ver pessoas?
Difícil de saber… Mas o que sabemos é que a cidade possui uma estrutura abundante de espaços ao ar livre para realização de atividades diversas de lazer ou físicas.

São mais de 33 parques, com mais de 160 academias da terceira idade – ou academias ao ar livre – espalhadas pelos parques e praças da cidade. Sem falar na cuidadosa manutenção destes espaços e na limpeza, em geral, da cidade, que é mais um ponto a favor!

Às vezes a única coisa que está faltando para o idoso sair de casa e realizar uma atividade – aumentando assim, a sua qualidade de vida – é de um incentivo, um “empurrâozinho”. Portanto, se você tem um pai ou avô em casa, estimule-o a sair, encontrar novas pessoas, se exercitar a se divertir! Ele só tem a ganhar, e a população da nossa cidade, também!

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