23 de outubro de 2018

O idoso do século XXI

Quem não lembra daquela vovozinha, lá pelos anos 80, com seus sessenta e poucos anos, de coque escovado no cabelo, saia abaixo do joelho, fazendo tricô no sofá ou indo à igreja? Pois então, este era o estereótipo perfeito de uma idosa do século passado, a realidade que temos hoje é muito diferente! A começar que, atualmente uma pessoa de “sessenta e poucos” anos pode ser chamada de qualquer coisa, menos de vovozinha rsrsrs

Isso acontece por inúmeros fatores, mas o mais importante deles é a qualidade de vida que as pessoas estão chegando às suas “terceiras idades”. A longevidade – viver muito tempo – unida à qualidade de vida destes muitos anos vividos, está revolucionando o processo de envelhecimento humano. Essa qualidade de vida longeva é fruto de uma grande evolução da ciência e da medicina junto à hábitos de vida mais saudáveis, como a prática regular de atividades físicas e uma alimentação balanceada.

O idoso do século XXI

Esse “novo idoso” dos dias de hoje muitas vezes sai do papel de cuidado para tomar o papel de cuidador. Muitas pessoas com mais de 60 anos são responsáveis por grande parte da renda de suas casas, passando inclusive a trabalhar mesmo após se aposentarem, seja para “não ficar parado” ou para compor a renda familiar.

Além disso, em um aspecto social mais amplo, muitos movimentos – públicos e privados – de longevidade vem sendo disseminados no Brasil e no mundo, a fim de reunir e recolocar essas pessoas no mercado de trabalho ou simplesmente com o objetivo de reinserí-los em um ambiente social. Isso porque a convivência social entre pessoas da mesma idade, é muito importante para a saúde mental e emocional do idoso.

Dar atenção ao idoso é obrigação de todos que estão a sua volta, seja família, seja sociedade. O mínimo que podemos fazer é escutar uma história, um depoimento, uma lembrança de sua vida, e pode ter certeza que quem sairá ganhando seremos nós!

Precisamos reumanizar as pessoas mais velhas, atribuir a elas o mesmo mundo interior rico que presumimos existir dentro dos mais jovens e em nós mesmos”, Anne Karpf.

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