15 de janeiro de 2015

Queremos Espaço

Aqui na Vivere Bene, convivemos com muitos filhos de idosos que se preocupam, e muito, com a saúde e o bem-estar de seus pais. Essa preocupação em lhes proporcionar o bem, muitas vezes, transforma os filhos em “novos pais” de seus próprios pais.

Eles passam a “tomar” conta da grande maioria de suas tarefas diárias, como movimentações bancárias, compras de mercado e manutenção da casa. Muitos nem permitem que sua mãe faça seu almoço do dia a dia, com medo de que ela esqueça, por exemplo, o fogo ligado.

Pois bem… está claro que essa preocupação está diretamente ligada, principalmente, à segurança desses “velhinhos”, mas muitos deles ainda são capazes de realizar diversas atividades, sem a interferência de uma terceira pessoa. Deve-se considerar que, quanto mais se fizer por um idoso, menos independência, e portanto, menos espaço ele vai ter, seja em casa, na família ou na sociedade em que está inserido.

Sabemos que não se trata de uma tarefa fácil, mas o filho ou neto deste idoso deve se esforçar para perceber, com muita sensibilidade, quais tarefas ele deve permitir que seu idoso continue exercendo sozinho, e quais devem ser evitadas e então executadas por outra pessoa.

Preparamos algumas dicas para que você possa oferecer maior independência para o seu idoso, permitindo-o ter seu próprio espaço sem deixar de lado a tão desejada segurança!

1) Identifique uma tarefa que ele goste de fazer e que realiza com independência, e o estimule a sempre praticá-la. Isso serve para diversos tipos de atividades, como: mexer no computador, caminhar, cozinhar, bordar ou contar histórias.

2) Sempre exalte o que ele faz bem. Se este idoso ou idosa tiver netos, faça-o mostrar o seu “dom” para seus netinhos, mostrando-o do que ele é capaz! Nessa fase da vida, é muito importante ser lembrado do quanto você é importante!

3) Deixe o idoso se expressar. Com a idade, demoramos mais tempo para encontrar palavras corretas ou compreender uma pergunta. Não interfira no pensamento do idoso, respondendo por ele ou terminando uma frase que ele já começou, a não ser que ele demonstre claramente que necessita de ajuda!

4) Para as atividades menos seguras, esteja sempre por perto, mas sem sufocar, deixando um espaço – seja ele físico ou psicológico – para que ele se sinta livre. Por exemplo, se ele caminha com dificuldade, ofereça apoio, mas sem segurar com força ou tensão.

5) Quando julgar determinada atividade “perigosa”, explique o porque ele não deve realizá-la sozinho e auxilie. Jamais “proíba” algo sem dar explicações. Ele pode vir a tentar realizar tal ação “escondido” e, portanto, sozinho, tornando-a ainda mais perigosa.

6) Nunca trate o idoso como uma criança. Ele não gosta de ser infantilizado, portanto não confunda carinho e atenção com infantilização. Termos no diminutivo, por exemplo, raramente são bem vindos.

É muito importante trabalhar o outro lado dessa questão: o de mostrar para o idoso que ele ainda é capaz de realizar diversas atividades, por si só! Conquistando assim, o seu NOVO espaço!

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