6 de dezembro de 2017

Sarau Literário: O amor

Na última quinta-feira, nossas alunas da Oficina Literária, em uma proposta multigeracional com jovens estudantes da UFPR, sob orientação da psicóloga Regina Célia Celebrone, apresentaram a seus colegas um pouquinho do que elas vem desenvolvendo em seus encontros.

O assunto era nada mais nada menos do que o AMOR. Confira um pedacinhos de seus ricos e emocionantes depoimentos:

“Este ano o tema por nós escolhido foi o amor. Passamos o ano falando, chorando, relembrando, rindo sobre o amor. E como o amor é cantado em verso e prosa, achei que escrever sobre o amor seria tarefa fácil. Ledo engano! Sentimento é para sentir e não para teorizar. O amor, como o sintoma, é singular e, portanto, diferente para cada ser vivente”

“Depois que passei um período de tempo escrevendo constantemente sobre meus sentimentos, comecei a sentir a necessidade de iniciar os escritos justificando a presença de tanto drama, e deixando claro que não gosto de ser, o que sempre nomeei, dramática. Depois de um tempo me justificando pelo drama, comecei a sentir a necessidade de justificar a justificativa, porque estava ficando insuportável tanta justificativa injustificada. Depois de tantas justificativas, depois de tanto nomear o conflito de não gostar de ser dramática, passei a sentir raiva de tudo o que passava de mim para o papel. E sobre o que eu escrevia, pra me fazer sentir assim, tão dramática e tão mal? Claro, sobre o amor…”

“Minha carreira de escritora começou muito cedo, eu tinha sete ou oito anos e me lembro de escrever pequenas historinhas. Um dia, num evento de família, apresentei minhas pequenas obras para um escritor, amigo de minha avó, e fui alvo de muitas risadas. A história falava de uma menina que estava chegando de férias em uma “rodoviária de avião”. Depois disso, tive uma experiência muito especial de trocar algumas cartas com minha avó. por fim, só voltei a escrever com o término de um relacionamento, no qual muitas coisas ficaram mal-ditas. Escrevia cartas por não poder falar”

“Ainda bem que o poeta nos avisou que o amor só é eterno enquanto dura. E quantos amores eternos não se passaram até que o escolhido para viver o amor verdadeiramente eterno fosse encontrado. O amor para se viver até que a morte os separe, teria sido esse realmente o amor que se procurava. Aquele que os filmes, as revistas. as fotonovelas retratavam, mostrando sinos a badalar e estrelas a brilharem em plena luz do dia, se nunca foram vistas as tais estrelas ou se ouviam sinos em uma praia deserta (…) O amor é, portanto, a mais importante reação da natureza humana e, voltando ao princípio de nossas lembranças: Amar é… a essência de nossa existência.”

Que o amor esteja presente em nosso dia a dia, da forma mais singular ou mais complexa, nos pequenos gestos e nos grandes momentos, em todas as épocas de nossas vidas.

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