16 de fevereiro de 2017

Velho ou Vintage?

Vamos começar pela definição encontrada nos dicionários da língua portuguesa:

Velho“antiquado, obsoleto, antigo, muito usado, de idade avançada¨
Vintage“algo clássico, antigo e de excelente qualidade. Trata-se de um estilo de vida que remete aos anos 1920, 1930, 1940, 1950 e 1960, e que se aplica a vestuários, calçados, mobiliários e peças decorativas.”

“Outra designação atribuída à palavra vintage tem origem anglo-francesa, e é usada pelos enólogos para designar um ano de boa colheita de uvas, em que as condições climáticas e outros fatores favoreceram a produção de um vinho com qualidade diferenciada.”

Na convivência com nossos “velhos”, idosos, membros do grupo da terceira idade, ou como queiram chamá-los, atualmente concluímos que estes não são velhos, mas sim vintage!!!

Eles tem sim, a nos oferecer, um “vinho com qualidade diferenciada”, que foi produzido através de tudo que viveram, construíram e sentiram. E atualmente, através do que muitos continuam fazendo. Segundo a escritora Márcia Neder, em seu livro “A Revolução das Mulheres”, foi encontrado um novo sentido para a maturidade. A autora afirma que “na juventude somos aprendizes, somos amadores na vida. Na maturidade devíamos ser bons profissionais do viver; lúcidos e ainda otimistas, mais serenos, de uma beleza diferente, produtivos e competentes.”

Alguns depoimentos colhidos neste livro Marcia Neder são interessantes e podem nos fazer ver a maturidade de forma diferente. Aqui seguem alguns:

“Antigamente, eu esticava o meu braço pra trás e tocava meu passado. Mas, se esticava para a frente, não tocava o futuro. Agora, é o contrário. Estou tocando o meu futuro. Então, tenho que fazer, deste tempo que falta, uma coisa muito boa.” Y, 67 anos empresária
“Meu lema é o do uísque: Keep Walking.” Bibi Ferreira 92 anos
“Eu não tenho medo da morte não. Estou muito ocupada para pensar nela.” Yoko Ono, aos 80 anos.

Existem depoimentos de médicos, como Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, que afirma que uma boa velhice depende de 22% dos fatores hereditários. Os outros 78% dependem do estilo de vida adotado.

E é isto que estamos percebendo na convivência com os que passaram dos 60, 70 ou 80. Há uma preocupação em estarem saudáveis, ativos, produtivos, independentes. E o mais importante, com muito a oferecer ainda.

Acabaram-se os padrões do que era ser um “idoso”. Estamos num tempo que vão sendo quebrados os limites impostos por estes antigos modelos.

Os nossos Velhos agora são Vintage!!!!

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