5 de novembro de 2014

Dívida e o idoso

Hoje a oferta de crédito para o idoso é um tema em alta na grande mídia. Todos os dias há uma enxurrada de anúncios em jornais, revistas e na televisão.

O idoso tem uma característica diferente dos outros públicos. De uma geração mais íntegra em seus valores e condutas é comum a característica da inocência quando o assunto é negociação e crédito.

A teoria da negociação “no fio do bigode” já não existe mais. O bigode saiu de moda e pelo que constatamos no dia a dia a premissa dessa expressão também.

O crédito é sempre anunciado como algo rápido e fácil. Algumas empresas apelam para o emocional do idoso, fazendo-o entrar em uma grande dívida.

Preparamos cinco dicas para o idoso não cair na armadilha do crédito fácil e evitar as dívidas:

1) Pergunte se você realmente precisa do crédito

Esse é o princípio básico para qualquer aquisição. Seja ela uma roupa ou qualquer outro bem de consumo. É interessante aplicar esse princípio até mesmo antes do crédito, pois a necessidade do crédito se faz por dívidas não planejadas e, em muitos casos, devido a compras por impulso.

2) Fale com duas ou três pessoas de confiança sobre a sua ideia e necessidade

É comum por estarmos emocionalmente envolvidos no processo, tomarmos decisões com o coração. Quando o assunto é dinheiro, vale a máxima de ser racional. Portanto, converse com seus filhos, amigos mais próximo e encontre em conjunto a melhor solução para possíveis empréstimos ou dívidas. E, se necessário, procure uma empresa de crédito de confiança.

3) Analise sua receita e seus custos fixos

É muito importante um controle financeiro. Vale desde o caderninho até os computadores. O importante é ter a disciplina de lançar as suas despesas e fazer um controle real das despesas e receitas do mês. Feito isso, entenda o que é custo fixo, aqueles que independente do que aconteça eles estarão sempre lá, por exemplo: contas de luz, água, telefone e assim por diante.

4) Não comprometa mais que 30% da sua renda

Os especialistas chegaram nesse número mágico de não comprometer mais que 30% da sua renda em dívidas. Ainda que você aplique essa instrução, procure não fazer dívidas de longo prazo. Surpresas acontecem e, se a sua renda estiver comprometida, ficará difícil encontrar novas soluções.

5) Gaste menos do que ganha

O assédio é grande. Uma sociedade cada vez mais consumista nos induz a comprar, comprar, comprar. Busque a disciplina. Ela é o melhor remédio contra os impulsos da compra.

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