18 de fevereiro de 2016

Aumento da população idosa

O aumento da população idosa brasileira e no mundo está acontecendo de forma gradativa e crescente, sendo que o número de pessoas no Brasil com mais de 60 anos, tende a dobrar até o ano de 2050.

Estudos revelam que a diminuição da taxa de natalidade, junto ao aumento da expectativa de vida em homens e mulheres, resultam neste fenômeno populacional. Isso porque uma família brasileira que, na década de 70 tinha, em média, 6 filhos, hoje tem, em média, menos de 2, diminuindo assim a população jovem do país. Por outro lado, um indivíduo que nasce hoje viverá, em média, 20 anos mais do que aquele nascido na década de 70.

Para ilustrar essa mudança, segue imagens da pirâmide populacional brasileira nos anos de 2000, 2015 e a sua projeção para o ano de 2030:

IBGE 2000       IBGE 2015       IBGE 2030

Fonte: IBGE, 2016

Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde
A Organização Mundial da Saúde divulgou em 2015 o Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde. Dentre as conclusões e recomendações deste relatório está descrita a grande influência que o ambiente tem sobre a saúde e qualidade de vida da pessoa idosa. Quando se fala em ambiente, trata-se de ambiente físico e social, incluindo família, vizinhança e a comunidade.

Além disso, o estudo relata que, embora haja uma forte evidência de que os adultos maiores estão vivendo mais tempo, principalmente em países de alta renda, a qualidade desses anos extras não é clara. Para que essa qualidade de vida seja alcançada, o estudo sugere um vasto planejamento de políticas públicas de longo prazo, e tem como um dos principais objetivos manter a capacidade funcional do idoso e sua autonomia:

“O quadro de saúde pública para o Envelhecimento Saudável identifica um objetivo comum para todas partes interessadas: otimizar a capacidade funcional. O relatório explora como isso pode ser alcançado em cinco domínios fortemente interconectados de capacidade
funcional, essenciais para permitir que os adultos maiores realizem as tarefas que valorizam, Estas são as habilidades para:
■ Atender às suas necessidades básicas;
■ Aprender, crescer e tomar decisões;
■ Movimentarem-se;
■ Construir e manter relacionamentos; e
■ Contribuir.”

Fonte: Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde – OMS, 2015

A população idosa em Curitiba
Segundo dados do IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), 11,3% da população curitibana é idosa, sendo superior à média nacional, de 10, 3%, caracterizando-se como a 8ª capital do país com maior número de idosos (fonte IBGE – Censo, 2010). Pode-se afirmar que esses dados vão de encontro com às políticas públicas e privadas encontradas na nossa “cidade sorriso”, pois há, na capital paranaense, diversos espaços e programas direcionados à terceira idade, são eles:

  • Vivere Bene – atividades para maiores de 60 anos
  • SESC Água Verde
  • Clínica MayorEdad
  • Tea Time – Escola de inglês para maiores de 50 anos
  • Praça Ouvidor Pardinho
  • CATIs (Centro de atividades para a pessoa idosa)

Portanto, cabe a cada um de nós encontrar um ambiente agradável e uma atividade ideal, para fazer com que o caminho do envelhecimento seja cada vez mais leve e saudável!

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